Final da Copa América põe à prova nova geração de jogadores

A galeria de jogadores campeões com a camisa da seleção brasileira pode aumentar neste domingo com a presença de nomes jovens, badalados no futebol europeu, com sucesso nas categorias de base do Brasil, mas ainda em busca do primeiro título pela equipe principal. Titulares como Alisson, Gabriel Jesus, Arthur, Casemiro e Philippe Coutinho têm menos de 28 anos e esperam derrotar o Peru na final da Copa América, às 17h, no Maracanã, para se estabelecer como alicerces de nova era vitoriosa da seleção.

Sem a presença da grande estrela, Neymar, coube aos coadjuvantes o papel de conduzir o time do técnico Tite à final para tentar resgatar o Brasil de duras derrotas nos últimos seis anos.

A seleção principal ganhou pela última vez um título nesse mesmo Maracanã, ao bater a Espanha na final da Copa dos Confederações, em 2013. Depois disso, o Brasil amargou a decepção na Copa que sediou ao levar 7 a 1 da Alemanha na semifinal e parou ainda mais cedo no Mundial da Rússia, ao cair diante da Bélgica nas quartas de final, diz o Terra.

Em edições de Copa América, foram só frustrações nos últimos anos, com direito ao vexame de cair na fase de grupos na disputa mais recente, em 2016, ao ser eliminado pelo próprio Peru, agora rival na final. A chance de passar a limpo toda essa história, portanto, está sob responsabilidade de uma nova e talentosa geração, cujos integrantes também tiveram participação em alguns desses tropeços.

Experiência

O volante Casemiro é um dos principais expoentes desse grupo. O jogador integrou as categorias de base da seleção brasileira, é titular do Real Madrid e, mesmo com vários títulos de Liga dos Campeões, vê a Copa América como fundamental para o elenco. “É uma competição muito difícil e importante demais para todos aqui, ainda mais jogando no Brasil, dentro do Maracanã. Não só para mim, como para todos os jogadores do time, seria importante essa conquista”, disse.

Aos 27 anos, Casemiro é da mesma geração das categorias de base de nomes como Neymar, Coutinho, Alisson, Alex Sandro e Allan. A turma representou o Brasil em Mundiais Sub-17 e Sub-20 e busca com o possível título desta Copa América ganhar mais peso dentro da própria seleção. Nos seus respectivos clubes europeus, todos já têm esse respaldo.

Uma geração até mais jovem também integra a seleção de Tite e corre atrás do mesmo objetivo. O zagueiro Marquinhos e o atacante Gabriel Jesus foram campeões olímpicos nos Jogos do Rio, em 2016, em uma experiência que os impulsionou a ganhar espaço no time principal. A inspiração deles, agora, é repetir essa trilha e obter novo status dentro da própria seleção.

“Na Olimpíada, a gente teve um começo difícil também e no meio da competição conseguiu crescer, ganhar corpo. Na Copa América também evoluímos e conseguimos chegar à final”, analisou o zagueiro Marquinhos, de apenas 25 anos e com sete de experiência na Europa.

O Brasil deve entrar em campo contra o Peru com dez titulares que atuam na Europa e apenas Everton, do Grêmio, como representante do futebol nacional. Os “estrangeiros” deixaram o País ainda cedo. Alguns deles não tiveram sequer experiência na Série A do Brasileiro. Foram da base para o exterior, caso, por exemplo, do atacante Roberto Firmino, do Liverpool.

Parte do grupo, portanto, passou a ter mais contato com o torcedor brasileiro somente ao vestir a camisa da seleção. Os mais jovens esperam com a Copa América criar uma relação mais próxima com o público e estreitar os laços com a torcida da melhor forma: com uma volta olímpica hoje no Maracanã.

“Estamos aqui para defender nossa Pátria, defender nossa seleção de alguma forma. A gente vai procurar fazer o máximo nesta final. Temos um grupo forte e bastante consolidado”, comentou Marquinhos.

07/07/2019